Logística reversa é ferramenta essencial para o desenvolvimento da PNRS
quinta-feira, 09 setembro 2021 / Publicado em Logística, Meio ambiente, Notícias

Em agosto deste ano a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) completou 11 anos. Mas qual é o balanço que podemos fazer, se ainda figuramos nas listas mundiais entre os maiores produtores de lixo, plásticos e eletrônicos? Qual é o caminho a seguir e o que esperar de um futuro que não pode esperar?

Desde que foi criada, a PNRS trouxe um conceito aparentemente simples: reduzir a quantidade de resíduos sólidos e promover a reciclagem e reutilização desses itens. No caso de ser impossível reinserir alguns materiais, após seu consumo, na cadeia produtiva, será preciso então realizar uma destinação ambientalmente adequada.

Para cumprir esta determinação foram criadas diversas diretrizes, que muitas vezes esbarram em questões sociais, políticas e de variados interesses. A lei também estipula que a responsabilidade pela destinação dos resíduos sólidos deve ser compartilhada pela indústria, comércio, governo, consumidores.

Aos poucos o tema vem avançado, sobretudo com a criação de acordos setoriais. Trata-se de documentos assinados pela indústria, importadores, comerciantes, governo, em torno de processos de descarte e sistemas mais sustentáveis, implantados em processos de gestão de logística reversa. Ou seja, percorrer o caminho contrário ao nascimento de um produto e tentar reaproveita-lo em algum momento, em alguma fase da chamada economia circular.    

A aplicação de ferramentas de logística reversa ainda encontram desafios, como a contratação de empresas que estejam devidamente habilitadas a executar todo o ciclo desse tipo de logística. Além disso, a aplicabilidade das leis, como a sinalização da PNRS, adequação de contratos, fornecimento de produtos e serviços também são apontados como pontos de atenção e entrave, na busca de modelos de trabalho sustentáveis com os resíduos sólidos.  

Mas o que são resíduos sólidos?

De acordo com o PNRS a classificação de resíduos pode ser feita em grupos que levam em conta o local ou atividade na qual foram gerados:

Resíduos Sólidos Urbanos: divididos em materiais recicláveis (metais, aço, papel, plástico, vidro, etc.) e matéria orgânica.

Resíduos da Construção Civil: gerados nas construções, reformas, reparos e demolições, bem como na preparação de terrenos para obras.

Resíduos com Logística Reversa Obrigatória: pilhas e baterias; pneus; lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; entre outros a serem incluídos.

Resíduos Industriais: originados nos processos produtivos e instalações industriais; normalmente, grande parte são resíduos de alta periculosidade.

Resíduos Sólidos do Transporte Aéreo e Aquaviário: gerados pelos serviços de transportes, de naturezas diversas, como ferragens, resíduos de cozinha, material de escritório, lâmpadas, pilhas, etc.

Resíduos Sólidos do Transporte Rodoviário e Ferroviário: surgem pelos serviços de transportes, acrescidos de resíduos sépticos que podem conter organismos patogênicos.

Resíduos de Serviços de Saúde: originados em qualquer serviço de saúde

Resíduos Sólidos de Mineração: gerados em qualquer atividade de mineração

Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris (orgânicos e inorgânicos): dejetos da criação de animais; resíduos associados a culturas da agroindústria, bem como da silvicultura; embalagens de agrotóxicos, fertilizantes e insumos.

E quanto geramos de lixo?

Dados do The Global E-Waste Monitor 2020 apontam que o Brasil acumulou no ano de 2019, cerca de 2.143 toneladas de lixo eletrônico. Os números colocam o país como o quinto maior gerador desse tipo de material no mundo, perdendo apenas para a China, EUA, Índia e Japão.

Mas o que diz a lei?

A Lei Federal nº 12.305/2010 menciona, por exemplo, (artigo 9º.) que a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos, devem observar uma ordem de prioridade. Significa que desde o início de sua fabricação, ciclo produtivo e descarte, poder público e privado devem observar algumas etapas, com a prioridade descrita a seguir:

– Não geração (buscar sempre a não geração de resíduos).

– Redução (gerar o mínimo possível).

– Reutilização (reaproveitar materiais).

– Reciclar (usar novamente partes ou produtos na cadeia produtiva).

– Tratamento de resíduos sólidos (preparar os materiais para seu descarte).

– Disposição final (descarte ambiental adequado, caso não possa reaproveitar).

Ainda no âmbito legal, penalizações podem ser aplicadas pelo não cumprimento da lei, incluindo multas e prisões. Nestes casos, empresas, indústrias e até as tratadoras dos resíduos sólidos são passíveis de autuação, que podem atingir milhões de reais.

Desafios na implantação da PNRS

Mesmo considerada um marco para o caminho sustentável do país, a partir de avanços, como o conceito da responsabilidade partilhada, os desafios para a implantação e prática da lei são grandes. A lista começa pela insuficiência de estrutura no gerenciamento de resíduos, por parte de cooperativas, passa por dificuldades logísticas, conflitos legais em diferentes locais e jurisdições, entre outros problemas.

A execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma questão desafiadora que engloba diversas variáveis. Uma delas é seu caráter amplo e indicativo, que sugere a elaboração de “planos de resíduos sólidos” diferentes. Ou seja, existe a menção a um objetivo comum, mas diferentes caminhos para alcança-lo. Dessa forma cada esfera pública apresenta o seu próprio plano de resíduos sólidos, que podem ser estaduais, intermunicipais, regionais e acabam por influenciar o local de abrangência. Cada plano define as suas regras e metas, tendo como bússola a PNRS que é instituída pela lei federal 12305, de 02 de agosto de 2010.

Como a PNRS prevê um sistema de responsabilidade compartilhada, algumas indústrias se reúnem e apresentam planos de acordos setoriais para o governo. A partir desses documentos são estabelecidas regras que visam atender a lei e minimizar ou compensar parte da sua produção. Nesses casos o papel da logística reversa torna-se fundamental, no sentido de devolver para a cadeia produtiva e economia circular, resíduos ou produtos que não servem mais, além do gerenciamento adequado dos descartes.

Como exemplo, foi assinado em 2019 um acordo setorial entre o governo e representantes da indústria de eletroeletrônicos. Conforme o documento, a meta é realizar, em cinco anos, a coleta e destinação adequada de 17% do lixo eletrônico produzido anualmente no Brasil. Além disso, o acordo propõe a criação de 5.000 pontos de coleta em 400 municípios. Para se ter uma ideia do volume desse material, somente em 2019, foram recolhidas 384,5 toneladas de eletroeletrônicos e 258 novos pontos de coleta foram instalados.

Em outro caso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), apresentou, em outubro de 2018, um regulamento que exige a comprovação de um sistema de logística reversa para empresas que pretendem obter a licença ambiental. Dessa forma, os interessados por esta documentação precisam apresentar um planejamento para a coleta e destinação adequada dos seus resíduos.

Cada vez mais são esperados novos acordos setoriais e mobilização de governos, setor privado e toda a sociedade. Neste cenário, os processos de logística reversa destacam-se como importante instrumento de gestão e adequação aos novos modelos de trabalho. O reaproveitamento de itens após o consumo colabora com o meio ambiente, diminui a quantidade de lixo e lixões e ainda incrementa a economia circular. Outro ponto importante é que tais práticas geram valor agregado para as próprias empresas e a sociedade.  

A seguir, listamos os 15 objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caso tenha dúvidas ou ainda não possua um planejamento de logística reversa, fale com ADS Logística Ambiental. 

  1. Proteção da saúde pública e da qualidade ambiental;
  2. Não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos, bem como disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos;
  3. Estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços;
  4. Adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais;
  5. Redução do volume e da periculosidade dos resíduos perigosos;
  6. Incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados;
  7. Gestão integrada de resíduos sólidos;
  8. Articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos;
  9. Capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos;
  10. Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, com adoção de mecanismos gerenciais e econômicos que assegurem a recuperação dos custos dos serviços prestados, como forma de garantir sua sustentabilidade operacional e financeira, observada a Lei nº 11.445, de 2007;
  11. Prioridade, nas aquisições e contratações governamentais, para:
    1. produtos reciclados e recicláveis;
    1. bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;
  12. Integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
  13. Estímulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do produto;
  14. Incentivo ao desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos sólidos, incluídos a recuperação e o aproveitamento energético;
  15. Estímulo à rotulagem ambiental e ao consumo sustentável.
Logistica Reversa: a aposta do plano de sustentabilidade da CPFL
sexta-feira, 03 setembro 2021 / Publicado em Logística, Meio ambiente, Notícias

Empresa reinseriu 6.351 toneladas de metais na cadeia produtiva através da logística reversa

No final do mês de agosto, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) anunciou que seu programa de logística reversa se traduziu em R$34 milhões no ano de 2020. O reaproveitamento de materiais e a contenção de gastos fazem parte do Plano Estratégico de Sustentabilidade da empresa (2020-2024), que pretende integrar seus mais de 13 mil funcionários e investimentos na ordem de R$1,8 bilhão. O objetivo é promover energia sustentável, soluções inteligentes e valor compartilhado com a sociedade.

Entre as ações que estão sendo realizadas, só no ano de 2020, a empresa reformou 9.807 transformadores, como os que as que a empresa instala em postes nas ruas e que tem a duração média de 20 anos. A reforma de equipamentos (transformadores, reguladores de tensão, religadores) resultou em 6.351 toneladas de alumínio, cobre e ferro enviados para a cadeia reversa, além de gerar 128 vagas de emprego direto. Para isso, inaugurou no ano passado uma nova unidade de cadeia reversa, na cidade de Santa Maria (RS), além de manter em operação a oficina reformadora de São Paulo (SP).

Também no ano passado foram realizadas medidas de neutralização e compensação de emissões de GEE, por meio de créditos de carbono e selos de energia renovável. No total, 13 projetos foram cadastrados, com potencial para gerar mais de 1,5 milhão de créditos de carbono/ano, além de outros três projetos cadastrados para a comercialização de selos de energia renovável, com potencial para gerar 420 mil RECs/ano.

Para o futuro, a aposta da companhia é atingir 8.000 toneladas por ano em materiais recicláveis e processos de logística reversa. Em sua análise sobre o setor elétrico a CPFL aponta algumas tendências para o futuro. Entre elas estão: a transição dos serviços para a utilização de uma matriz de baixo carbono; as mudanças no perfil e hábito dos clientes, além da incorporação crescente de tecnologia e digitalização.

Em seu planejamento de sustentabilidade, a CPFL pretende impulsionar um modelo de transição incorporando cada vez mais formatos sustentáveis e inteligentes na produção e no consumo de energia. A aposta visa maximizar os impactos positivos da empresa na comunidade e na cadeia de valor.

A premissa de alcançar a menor pegada ambiental possível trouxe oportunidades voltadas à economia circular e a logística reversa de materiais e resíduos de operação. Atualmente a companhia volta-se cada vez mais para evitar, minimizar ou compensar os impactos que realiza, como os processos reversos de aproveitamento e reforma de seus transformadores e distribuidores.

O plano de Sustentabilidade da CPFL engloba 15 compromissos públicos, divididos em três eixos, descritos a seguir:

Energias sustentáveis: Buscar a menor pegada ambiental possível.

1 Manter ao menos 95% de fontes renováveis em nosso portfólio de geração até 2024.

2  Reduzir em 10% nossa intensidade de carbono até 2024.

3 Publicar as ações da CPFL Energia para a adaptação às mudanças climáticas.

4 Reformar pelo menos 40 mil equipamentos (transformadores, reguladores de tensão, religadores etc.) até 2024.

5 Garantir a destinação de 100% dos principais componentes da rede para reciclagem ou para sistemas de cadeia reversa até 2024.

Soluções inteligentes: Oferecer soluções para o futuro da energia.

6 Implementar telemedição para 100% dos clientes do Grupo A até 2020.

7 Investir R$ 350 milhões em automação da rede de distribuição até 2024.

8 Atingir 90% de atendimentos pelos canais digitais até 2024.

9 Investir R$ 45 milhões no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade elétrica até 2024.

10 Oferecer aos nossos clientes soluções de baixo carbono para a transição energética.

Valor compartilhado: Maximizar nossos impactos positivos na comunidade e na cadeia de valor.

11 Investir R$150 milhões em ações de eficiência energética em hospitais públicos até 2022.

12 Investir R$ 200 milhões em ações de eficiência energética para comunidades de baixa renda até 2024.

13 Maximizar nosso impacto positivo nas comunidades por meio do investimento de R$ 60 milhões em projetos sociais até 2024.

14 Buscar continuamente a melhoria dos indicadores de saúde e segurança, intensificando nossas ações para colaboradores, comunidades e fornecedores.

15 Integrar aspectos de sustentabilidade no processo de monitoramento para 100% dos fornecedores críticos até 2024.

Aquecimento global, seca e desmatamento são fatores de risco para a geração de energia elétrica, mas todos podem colaborar. A seguir algumas dicas de economia:

Ch​​uveiro Elétrico

(responsável por cerca de 25% a 35% do valor da conta)

Em dias quentes use a posição “verão” e consuma cerca de 30% menos.

Quanto mais longo for o banho maior será o valor da sua conta.

Limpe periodicamente os orifícios de saída de água do chuveiro.

Não reaproveite uma resistência usada ou queimada, pois aumenta o consumo e pode coloca-lo em risco.

Geladeira

(responsável por cerca de 25% a 30% do valor da conta)

Instale-a em local bem ventilado, sem encosta-la nas paredes ou móveis, longe de raios solares e fontes de calor, como fogões e estufas.

Nunca utilize a parte traseira da geladeira para secar panos ou roupas.

Degele e limpe a geladeira com frequência.

Mantenha as borrachas de vedação da porta sempre em bom estado.

Evite abrir a porta várias vezes. Guarde ou retire tudo de uma vez.

Não bloqueie a circulação interna de ar frio com prateleiras ou outros materiais.

Lâmpadas (15% a 25% da conta)

(responsável por cerca de 15% a 25% do valor da conta)

Durante o dia sempre aproveite a luz natural (abra janelas e cortinas).

Apague sempre as lâmpadas em ambientes desocupados.

Limpe as lâmpadas e luminárias.

Prefira lâmpadas de LED ou fluorescentes, pois iluminam melhor e ainda consomem menos.

Televiso​r (6% da conta)

(responsável por cerca de 6% do valor da conta)

Desligue a TV quando ninguém estiver assistindo.

Não deixe o aparelho ligado enquanto estiver dormindo, utilize o desligamento automático.

Escolha televisores mais econômicos.

Televisores mais modernos gastam menos energia.

Ferro elétrico​ (6% da conta)

(responsável por cerca de 6% do valor da conta)

Ligue o ferro o mínimo de vezes possível. Acumule as roupas e passe-as de uma só vez.

Comece a passar a roupa sempre pelos tecidos que exigem temperaturas mais baixas. Ferros automáticos têm indicadores de temperatura para cada tipo de tecido.

Sempre que você precisar interromper o serviço, não se esqueça de desligar o ferro. Assim, você poupa energia e ainda evita o risco de acidentes.

Máquina de lavar roupa​ (3% da conta)

(responsável por cerca de 3% do valor da conta)

Procure ligar a máquina só quando ela estiver com a capacidade máxima de roupas indicada pelo fabricante. Isso vai ajudá-lo a economizar energia e água.

Limpe frequentemente o filtro da máquina. Quando entupido, ele passa a exigir mais do motor, aumentando o consumo de energia.

Utilize somente a dosagem correta de sabão indicada pelo fabricante, para que você não tenha que repetir a operação  “enxaguar”.

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quarta-feira, 01 setembro 2021 / Publicado em Meio ambiente, Notícias

Além de criar o modelo do Triple Bottom, inglês foi um dos primeiros a juntar termos até então improváveis, como “capitalismo” e “verde”

O mundo mudou bastante e de uma forma muito rápida nos últimos anos. Quem vislumbraria, antes dos anos 90, tantos conceitos de desenvolvimento sustentável? Ao menos uma pessoa: John Elkington. O consultor britânico, autor de inúmeros livros, considerado referência no segmento, se mostrou um indivíduo que está à frente do seu tempo.

Descrito como o “decano do movimento da sustentabilidade corporativa há três décadas”, sua contribuição e obras são consideradas fundamentais. Entre elas destacam-se Canibais com garfo e faca (M. Books; 1ª edição em 2011), além do conceito do Triple Bottom Line, considerado fundamental para o desenvolvimento sustentável. Muito criticado no passado, o consultor e empresário hoje vê suas ideias espalhadas pelo mundo todo.

Elkington nasceu no Reino Unido, estudou sociologia na University College London e tem 72 anos. Em 1987 fundou a SustainAbility, uma instituição voltada para a consultoria e implantação de projetos de responsabilidade social e ambiental nas empresas.

Sua postura e seus projetos ajudaram a desenhar uma atitude mais crítica dos consumidores em relação às empresas e produtos, para que ambos levassem em conta as questões relacionadas ao meio ambiente e a natureza.

Em meados dos anos 90 Elkington surpreendeu mais uma vez, apresentando o conceito Triple Bottom Line – O tripé da sustentabilidade ou expressão também conhecida como “três Ps” (do inglês: people, planet and profit – pessoas, planeta e lucro).

O Triple Bottom Line resume a ideia de sustentabilidade: atuar, produzir, vender, exercendo ética e respeito pela sociedade, pelo meio ambiente, mas sem esquecer o mercado financeiro e o desenvolvimento das sociedades. Ou seja, neste modelo necessariamente um negócio ou empresa pode se manter financeiramente viável equilibrando sua atuação com as pessoas, no viés social da ética e da justiça, mas não pode desrespeitar o meio ambiente e todas as práticas sustentáveis.

Neste âmbito, o Triple Bottom Line inclui a contribuição das empresas para gerar prosperidade econômica, além de incorporar a igualdade social e a proteção ambiental. Em algumas entrevistas o autor comentou sobre a dificuldade que encontrou no passado, pois ninguém acreditava que as empresas conseguiriam realizar uma atuação mais consciente. Tanto que foi criticado por ambientalistas por utilizar expressões como “Capitalismo Verde” porque as pessoas acreditavam que os dois termos nunca conseguiriam se integrar.

Apesar dos muitos avanços conquistados no campo da sustentabilidade, existem também muitos desafios. O próprio John Elkington apresenta uma critica, em artigo publicado na revista Época Negócios, sobre as empresas que usam a propaganda para mascarar um desempenho ambiental fraco e enganar o consumidor com anúncios mentirosos. No texto, Elkington afirma que a publicidade enganosa presta um grande desserviço à causa ambiental porque gera ceticismo nas pessoas.

Por isso cada vez mais a ADS Logística Ambiental alerta para que os conceitos de sustentabilidade não fiquem somente em discursos ou teorias, mas concentradas em ações reais. Neste cenário, de tantos anos de trabalho, são oferecidas soluções práticas para a coleta de resíduos sólidos e tecnológicos, destinação para reciclagem ou reutilização e certificação ambiental. Para não ficar somente no discurso, a ADS Logística Ambiental emite certificados individuais e auditáveis para os clientes geradores de resíduos sólidos, comprovando sua correta destinação e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

sexta-feira, 27 agosto 2021 / Publicado em Inovação, Notícias

Projetos de telhados e pisos solares utilizam resíduos na construção de equipamentos que geram eletricidade

Uma empresa de Budapeste, na Hungria, apresentou recentemente o primeiro projeto de pavimento solar que utiliza garrafas plásticas recicladas em sua fabricação.

Liderada por um grupo de jovens empreendedores e batizada de “Platio Solar”, a tecnologia é sugerida para ser implantada em casas e empresas. Além de gerar energia limpa, a produção deste tipo de piso aproveita resíduos em sua construção.

Para cada metro quadrado de piso são utilizadas cerca de 400 garrafas PET. O produto é comprimido em blocos parecidos com paralelepípedos, até se obter um material uniforme e antiderrapante, ainda mais resistente que o concreto. A solução ganha ainda mais viabilidade e importância, uma vez que estes produtos representam um dos tipos de plásticos mais descartados na atualidade.

A equipe do Platio Solar ainda destaca outros atrativos incorporados no projeto como a economia de espaço, já que os painéis são incorporados na construção do ambiente. Com relação ao designer, os blocos podem ser fornecidos nas cores azul, vermelho, verde e marrom. Outro ponto é baixa complexidade operacional e de manutenção, considerada ainda mais simples que a realizada nos conhecidos painéis solares.

Entre os locais indicados para a instalação do piso estão empresas, casas, calçadas e parques. Os fabricantes informam que 20 m2 de uma calçada são suficientes para cobrir o consumo de energia anual de uma casa média, assim como alimentar veículos elétricos.

A Tesla, de Elon Musk, em parceria com a SolarCity também anunciou recentemente a produção de uma telha solar, fruto de projetos iniciados no ano de 2017. Os fabricantes prometem uma verdadeira revolução no mercado da construção, uma vez que pretendem cobrar o mesmo preço de uma telha comum e ainda oferecer a durabilidade de 30 anos.

No Brasil a Eternit, especializadas em coberturas, iniciou neste ano a instalação de telhas fotovoltaicas de concreto, chamadas BIG-F10, com aprovação da CPFL Energia.  A empresa anuncia a produção de 550kWh/mês a partir de 560 telhas. Após os testes, realizados em construções das cidades de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, a empresa espera expandir a linha para o mercado em geral.    

A busca por soluções alternativas são exemplos de que não há mais tempo para discursos e sim para novos projetos e ações. Neste cenário, o contexto da logística ambiental reversa passa a ser obrigatório diante do crescimento da população, do consumo e da exploração dos recursos naturais. Colocar os itens pós-consumo de volta ao mercado, como as garrafas PET, já não faz mais parte de um plano alternativo e ideológico, mas sim de uma questão de responsabilidade, adequação e sobrevivência.

O recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), divulgado no último dia 9 de agosto não deixa dúvidas sobre os níveis de aquecimento global sem precedentes. A entidade, que reúne 234 cientistas de 66 países ao redor do mundo, calcula que a temperatura mundial deve se elevar em 1,5 ºC, com vários impactos. O documento, que sistematiza trabalhos científicos e tem quase mil páginas, relaciona a influência do homem diante das mudanças climáticas. Entre elas eventos extremos de seca, ondas de calor, tempestades, furacões, muitas delas sem precedentes.

Por isso, já não há mais tempo para discursos e a ADS Logística Ambiental, que desenvolve soluções efetivas, transparentes e legais, defende uma ação mais prática. Quer saber como inserir sua empresa na economia circular de forma sustentável, responsável e inteligente?

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quarta-feira, 11 agosto 2021 / Publicado em Logística, Meio ambiente

No caminho para o futuro, a logística ambiental propõe sintonia entre responsabilidade, economia e sustentabilidade

A crescente escalada do comércio e o consumo desenfreado de bens, que se tornam obsoletos da noite para o dia, levantam questionamentos importantes há tempos. O que fazer com diversos produtos após o seu consumo? Como promover o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental?

De uma forma simples a resposta passa por dois caminhos. Primeiro: reaproveitar materiais que não usaremos mais. Segundo: promover a destinação adequada aos demais itens ou partes que não atendem ao consumo primário.

Ou seja, a solução é colocar de volta à cadeia produtiva, de alguma forma, materiais ou resíduos descartados. Os exemplos olímpicos japoneses são atualíssimos. Medalhas feitas com metais recuperados do lixo eletrônico, camas dos alojamentos dos atletas confeccionadas com papelão reciclado de alta resistência.

Isso também passa por um planejamento meticuloso, por um estudo contínuo das oportunidades de reaproveitamento, recuperação, reprocessamento, e reciclagem de modo a equilibrar a necessidade da extração natural com a possibilidade da redução do desperdício até chegar na eliminação do descarte puro e simples.

As campanhas voltadas ao esclarecimento da sociedade são inúmeras, mas ao mesmo tempo insuficientes. Não adianta mais achar que “alguém defende que todos façam”, muito genérico e pouco responsivo. É hora das nossas empresas assumirem o protagonismo natural do processo e agirem de forma concreta e prática. Vamos ter, de fato, a responsabilidade pela destinação do que produzimos e distribuímos até a fase pós-consumo?

Vamos, na prática, reduzir, reutilizar, repensar, reciclar, peças, componentes, partes e acessórios? Vamos, de verdade, cuidar para que o sistema de logística reversa para itens pós-consumo tenha um sentido além da obrigação dos acordos setoriais impostos pelo governo?

Então, vamos todos aderir à economia circular! Legal, mas é só no powerpoint ou é um pensamento estratégico que começa no projeto das coisas, passa pela evolução da utilização até atingir o estágio final da reinserção do pós-consumo na cadeia produtiva, criando a tal circularidade preconizada por muitos?

Nós, da ADS Logística Ambiental, defendemos uma ação mais prática, mais pragmática:

• Separar antes de descartar, pois material descartado não é “lixo”, chega do “tudo junto e misturado”;

• Descartar de modo limpo e organizado, pois o transporte pode (e deve) ser feito com embalagens retornáveis;

• Destinar conforme a melhor tecnologia, pois apesar de quase tudo poder (por exemplo) ser coprocessado existem outras formas mais inteligentes;

• Documentar e mensurar todas as etapas do processo, pois “só se pode melhorar o que se mede”; e

• Simplificar (principalmente) a parte burocrática da logística ambiental, pois o modelo vigente composto por notas fiscais, autorizações, manifestos, licenças, certificados etc., nos impede de chegar à segunda página!

Quer saber como inserir sua empresa na economia circular de forma sustentável, responsável e inteligente? Pense em como a logística ambiental viabiliza essa transição para o futuro, e fale conosco!

Adalberto Panzan Jr., CEO da ADS Logística Ambiental
adalberto@adsmicrologistica.com.br

quarta-feira, 14 julho 2021 / Publicado em Meio ambiente, Notícias

Não faz tanto tempo assim que tínhamos chapas na beira da estrada, conferentes nas transportadoras, digitadores nas empresas, guias de ruas no carro, telefones orelhão nas calçadas, ruídos estranhos no motor, agenciadores de carga nos postos de gasolina e tantas outras coisas que quem tem menos de trinta anos de idade talvez nunca tenha ouvido falar!

Chapas? Sim, aquelas pessoas que se aglomeravam na beira da estrada nas primeiras horas do dia para oferecer seus serviços aos motoristas que chegavam às grandes cidades. Nem todos conheciam os caminhos para seus destinos, muitos precisavam do chapa não só para orientação no trânsito mas também para ajudar na carga e na descarga dos caminhões. Paletização, sistemas de esteiras, plataformas hidráulicas, empilhadeiras e tantas outras tecnologias não tão sofisticadas assim praticamente eliminaram a necessidade dos braços fortes dos chapas. Perdido no trânsito da cidade grande? Impossível, hoje qualquer um sabe usar o GPS do celular.

Conferentes? Bem, depois que descobrimos que tanto os ajudantes quanto os motoristas podiam conferir a quantidade de volumes e os demais dados das notas fiscais, os conferentes tornaram-se dispensáveis. Com a leitura ótica de códigos de barras, então, babáu, até o celular hoje tem leitor de código de barras e viabiliza a operação de conferência de modo digital. Digitador? Vixi, nem pensar. Notas fiscais e manifestos hoje são eletrônicos, documentos são transmitidos e recebidos online, a baixa de entrega está no celular do entregador, o tracking é visualizado via web ou por qualquer aplicativo baixado no mobile de todos nós.

Guias? Isso, aquele catatau com mais de 500 páginas com mapas da cidade recortados em infinitas porções que você começava a seguir numa folha e depois precisava buscar a próxima para descobrir onde a rua terminava. E agora? Ninguém lembra mais disso, está tudo no painel do veículo com um sistema de navegação onboard, ou no infalível celular preso ao para-brisa num daqueles suportes que todos temos. Ao cair da noite, a tela passa a ter um fundo preto. Se é de dia, tudo branquinho. E ainda pode centralizar, ampliar, encaminhar, compartilhar, ufa!

Orelhão? Ah, sim, aquelas conchas enormes geralmente da cor laranja (sou do tempo da Telesp, ainda antes da Vivo e suas conchas azuis) onde nos abrigávamos do sol, da chuva e do ruído enquanto procurávamos as fichas (sim, tínhamos que tê-las no bolso!) para fazer as ligações. Sem ficha, até dava, mas tinha a musiquinha do ta-ra-ta-ra-ra-ta-ra-ra anunciando que a pessoa chamada teria que pagar pela ligação, sem contar que quem atendesse podia não concordar com a cobrança e desligar na sua cara. E hoje? Bem, nem precisa explicar que todos nós temos – pelo menos – um celular à mão o tempo todo.

Manutenção? Se você ainda é da época que precisava ter um bom ouvido pra diagnosticar algum ruído diferente para saber que algo poderia não estar funcionando adequadamente no veículo, hoje tem apito pra tudo, mensagens no painel, travas de segurança e um arsenal impensável até poucos anos atrás. Ninguém ouve mais nada, só lê. Tem até imagem da câmera de ré! E, nas oficinas, nada de ferramenta, é tudo no tablet. Sem contar que diagnósticos e soluções também são possíveis remotamente. Chamar o guincho para uma emergência envolvendo um veículo mais moderno é algo raro e impensável.

Agenciador? É, aquele sujeito super articulado, simpaticão, geralmente numa salinha do posto de gasolina ou numa banca próxima dos terminais de carga que sabia quem queria contratar uma carga de retorno e negociava a informação com os motoristas e as transportadoras. Neste século, isso é algo chamado “de aplicativo”. Motorista de aplicativo, frete de aplicativo, pagamento de aplicativo, e por aí vai.

Até aqui, nada de novo, não é? A tecnologia veio para ficar, não vai parar de evoluir. Então, qual é a reflexão? Pessoas!

Sim, pessoas! Pessoas que fazem parte de um contingente que tinha uma função importante anos atrás e, tanto com o envelhecimento natural da nossa população, descobrem que o que faziam com maestria no passado agora não é mais necessário à sociedade como um todo.

Sim, pessoas! Também os jovens ditos digitais, geração Z – millennials já são cringe – de hoje que parecem não saber pensar, compreender, decidir, e vivem numa rotina automática de fazer somente o que está “no sistema”. Ainda que saibam como funcionam as novas tecnologias, se desconectam da realidade, do senso comum, as necessidades não previstas do dia-a-dia.

Algoritmos, sistemas, inteligência artificial, bots, memes, apps, e tantas outras rotinas incorporadas de tal forma no nosso cotidiano parecem ter sido capazes de desplugar nossos intelectos, desconsiderar nossos raciocínios, deletar nossas intuições. E assim, o admirável mundo novo da mobilidade e da logística – até então desejado e saudado por todos nós na era das techs – acaba desprezando aqueles que não se adaptaram as mudanças tecnológicas e escravizando aqueles que pensam estar atualizados.

Qual é a solução? Bem, eu não sei a resposta, mas sigo em frente ponderando a importância da história do passado para compreender e vivenciar o presente e me preparar para o futuro. Fica o convite!

Adalberto Panzan Jr., empresário brasileiro, 56 anos, em 28/06/2021.

segunda-feira, 30 março 2020 / Publicado em Meio ambiente, Notícias

O Consumidor brasileiro está mais consciente, segundo pesquisa Consumo Consciente, Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa aponta que 38% dos brasileiros estão preocupados com os impactos da produção sobre o meio ambiente e costumam boicotar marcas ou empresas por causa de comportamentos que não concordam. O levantamento também mostra que 37% dos consumidores pagariam mais caro por ovos, leite, carnes, couro, lã e outros, cujos procedimentos de produção reduzam o sofrimento dos animais.

O número de pessoas que separa o lixo para reciclagem aumentou de 47% em 2013 para 55% ano passado. Garrafas PET, alumínio, papel, papelão e jornal ainda são os principais materiais separados para a coleta. O descarte adequado de lixo eletrônico subiu de 5% para 15%.

E você o que tem feito para colaborar com o meio ambiente? Conta pra gente!

domingo, 29 março 2020 / Publicado em Meio ambiente, Notícias

Prevenção é importante! Faltou álcool gel no farmácia? Use sabonete e lave as mãos. Faltou álcool em garrafinha no supermercado? Use toalha higiênicas. Vai sair de casa? Use máscara. A nossa operação não pode parar pois é essencial que os resíduos pós-consumo não se acumulem nos nossos clientes. Então, cada colaborador está recebendo um kit básico para poder levar pra casa e compartilhar com sua família. Bora vencer a pandemia!

terça-feira, 17 março 2020 / Publicado em Meio ambiente, Notícias

Prestando contas! Uma empresa não é só um time, ou um empreendimento, ou uma iniciativa privada. É também um ente social, independente do seu tamanho, e o que ela faz repercute em todo o ecossistema econômico e social. Com a predominância da pandemia de coronavírus, não se fala ou se pensa em outra coisa. Mesmo assim, encontramos um tempinho para compartilhar nosso primeiro indicador de sustentabilidade: o volume de materiais recicláveis que separamos e destinamos de modo organizado. É um primeiro passo de muitos. A pandemia vai passar, mas nós todos continuaremos em frente. Obrigado. PS – Os volumes reportados estão expressos em kg/mês

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